A impressão 3D, também chamada de manufatura aditiva, surgiu na década de 1980
com o trabalho do engenheiro norte-americano Chuck Hull, que patenteou em 1984 a técnica
de estereolitografia (SLA) — o primeiro método de impressão 3D funcional do mundo.
A tecnologia permitia criar objetos sólidos a partir de modelos digitais, camada por camada,
usando resina fotopolimerizável.
Ao longo dos anos 1990, outras empresas desenvolveram variações da tecnologia. A Fused
Deposition Modeling (FDM), criada por Scott Crump e comercializada pela Stratasys, tornou-se
a abordagem mais popular por sua simplicidade e custo mais acessível. Na época, as máquinas
custavam centenas de milhares de dólares e eram usadas exclusivamente por grandes indústrias
para prototipagem rápida.
O grande ponto de virada aconteceu em 2009, quando a patente da tecnologia FDM
expirou. Isso abriu caminho para o projeto RepRap — uma iniciativa open source que
criou impressoras capazes de reproduzir suas próprias peças. Nasciam assim as primeiras
impressoras 3D para uso doméstico e educacional, a preços acessíveis.
Na educação, a chegada das impressoras 3D acessíveis revolucionou a forma como professores
e alunos se relacionam com conceitos abstratos. Hoje é possível imprimir maquetes,
modelos anatômicos, peças históricas, protótipos científicos e materiais de apoio
pedagógico diretamente na escola — tornando o aprendizado mais concreto, interativo
e significativo para estudantes de todas as idades.
1984
Chuck Hull patenteia a estereolitografia (SLA), primeira técnica de impressão 3D
1989
Criação da tecnologia FDM (Fused Deposition Modeling) pela Stratasys
2005
Início do projeto RepRap: impressoras 3D open source e de baixo custo
2009
Expiração da patente FDM impulsiona o mercado de impressoras domésticas
2010+
Chegada da impressão 3D às escolas públicas e laboratórios educacionais